Avançar para o conteúdo principal

12º dia - 12/01 - Nossa Senhora de Naju



12º dia, Nossa Senhora de Naju
Por Deiber Nunes Martins
A devoção a Nossa Senhora de Naju, embora ainda não seja reconhecida oficialmente pela Igreja, desperta admiração e veneração em muitos fiéis. Tendo começado na cidade de Naju, Coreia do Sul, de 30 junho de 1985 a dezembro de 1992, por mais de 700 vezes, a Virgem chorou sangue. Desse fenômeno, Maria Santíssima deixou uma mensagem à senhora Júlia Kim, que diz o seguinte:
“Minhas lágrimas, querida filha, são pelo constante fracasso da humanidade em não conseguir amar a Deus como Ele merece e as pessoas se amarem mutuamente como Ele nos ensinou; também por causa do execrável aborto que mata diariamente uma quantidade incontável de bebês, assassinando inocentes no útero de suas mães, por covardia, maldade e prazer satânico, e ainda, por causa das muitas almas que se recusam a se arrepender de seus pecados, não se interessando em procurar um meio para a sua conversão e com isso e com isso correm o risco da condenação eterna.”
Quando as lágrimas de sangue de Nossa Senhora pararam de cair, brotou da imagem um perfume de rosas, que ficou presente no ar por cerca de dois anos.
É preciso que se diga que as lágrimas de Maria são por nós, a humanidade. Ainda não estamos dispostos a aderir à proposta de Cristo que nada mais quer de nós que não seja o amor uns pelos outros. Não temos buscado uma mudança sincera de comportamento, tampouco uma fé madura que nos faça perceber que não escolhermos ao amor, nos leva a condenação, ao fogo eterno. Por isso a Mãe de Jesus chora sangue.
A manifestação de Nossa Senhora de Naju, na vida de Júlia Kim é um testemunho de amor e de fé. A jovem senhora de origem humilde, se viu na flor da idade, desenganada pelos médicos por conta de um câncer que se espalhou por todo o corpo. Tamanho desespero fez com que Júlia, que mantinha um desejo de frequentar a Igreja Católica, tencionasse o suicídio. No entanto, seu esposo, certamente inspirado pelo Espírito Santo, a levou até uma Igreja, onde Julia ouviu do sacerdote que tamanho sofrimento era na verdade Graça de Deus manifestando em sua vida. E a partir daquele momento, o Espirito Santo começou a fazer maravilhas na vida de Júlia. Ela e a família se converteram ao catolicismo e depois de um certo tempo, milagrosamente, Júlia ficou completamente curada do câncer.
Curada da enfermidade, Júlia passou a sofrer em seu corpo, manifestações sobrenaturais. Em suas mãos e nos pés, surgiram as terríveis feridas da crucificação, os estigmas. As dores da crucificação eram tão severas que Júlia chegava a ter desmaios. Junto com os estigmas, ela também vivenciou o milagre eucarístico da transubstanciação da eucaristia no Carne e no Sangue de Jesus.
A Mãe de Jesus, se fez presente na vida de Júlia em todas as manifestações sobrenaturais, como um pedido a humanidade de voltar-se para Deus, de buscar a verdadeira conversão.
OREMOS:
Santa Maria, também vosso Filho suou sangue por conta da intransigência humana em mudar de vida. Fazei com que compreendamos vosso recado em Naju, e assim optemos pela proposta de Cristo.
Nossa Senhora de Naju, velai por nós!
REFERÊNCIA:
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes. Orações e história de 260 títulos marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.
Site “Derradeiras Graças”, disponível em http://www.derradeirasgracas.com/4.%20Apari%C3%A7%C3%B5es%20de%20N%20Senhora/Nossa%20Senhora%20em%20Naj%C3%BA..htm acessado em 10 de janeiro de 2019 às 18h53min.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

30º dia, Nossa Senhora de Angelina

30º dia, Nossa Senhora de Angelina Por Deiber Nunes Martins A comunidade catarinense de Angelina foi fundada em 1860 por Francisco Carlos de Araújo Brusque. A capela foi uma das primeiras construções da comunidade. E em 1899, foi construída uma gruta, em honra a Nossa Senhora de Lourdes, por iniciativa dos franciscanos que lá viviam. O nome Angelina vem da Vila Mundeús, onde se situava a comunidade. Em homenagem a Angelo Muniz da Silva Ferraz, presidente do conselho de ministros do Rio de Janeiro, a comunidade passou a se chamar Vila Angelina. Em 1821, por intermédio dos padres franciscanos, foi criada a Paróquia de Angelina, sob o nome de Imaculada Conceição de Angelina. Um século depois da fundação da comunidade, em 1988, por meio de decreto episcopal de Dom Afonso Niehues, foi criado o Santuário Arquidiocesano de Nossa Senhora de Angelina. OREMOS: Oh Maria concebida sem pecado, olhai pelo povo catarinense e por todo o povo brasileiro. Ajudai-nos sobretudo nesse mome...

5º dia - 05/01 - Nossa Senhora a Antiga

5º dia, Nossa Senhora, a Antiga Por Deiber Nunes Martins A origem da devoção a Santa Maria, a Antiga, vem dos primórdios do cristianismo. Porém, seu momento de destaque acontece durante as invasões muçulmanas quando os islamitas invadem a catedral de Sevilha e a transformam numa mesquita. Na tentativa de apagar todos os traços católicos da catedral, os invasores tentam inúmeras vezes raspar a imagem de Nossa Senhora, a Antiga, da parede da igreja. Porém quanto mais se esforçavam, mais a imagem reaparecia intacta no mesmo lugar. Não obtendo o êxito, construíram uma parede de pedra na frente da imagem, contudo os fiéis ainda assim avistavam Nossa Senhora, como se a parede fosse transparente. No Sec. XIV, após a reconstrução da Catedral de Sevilha, a imagem de Nossa Senhora do primeiro templo, foi preservada. Assim a chamaram de Santa Maria a Antiga. Naquele mesmo tempo, Vasco Nunes de Balboa e Martin Fernandez de Enciso levaram esta devoção ao Panamá. Como tiveram de enfre...

25º dia, Nossa Senhora da Ameijoeira

25º dia, Nossa Senhora da Ameijoeira Por Deiber Nunes Martins No início do século XIII, em Portugal, caminhando por um lugar chamado “Ameijoeira” ou “Ameixoeira”, Frei Soeiro encontrou uma imagem da Virgem Maria. Em sua honra, construíram na região, um santuário e uma hospedaria para os romeiros de todos os lugares, que vinham ali venerar a Virgem. Ao lado do santuário existia uma piscina que segundo o povo, era milagrosa. A imagem de Nossa Senhora da Ameijoeira traz Nossa Senhora com o Menino Jesus em seu colo e ficou em Ameijoeira até meados do século XVIII, quando o santuário foi destruído por um terremoto. Transferiram-na para a igreja de Abrigada, onde a imagem ficou até o início do século XX, quando, em 1908, um terremoto destruiu a igreja de Abrigada. OREMOS: Oh Senhora da Ameijoeira, teus milagres e prodígios perpassam séculos e mais séculos. Ensina-nos a perseverar na fé mesmo diante das intempéries desse mundo. Afasta de nós tudo aquilo que representa ocasião...