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11º dia - 11/01 - Nossa Senhora da Coroa



11º dia, Nossa Senhora da Coroa
Por Deiber Nunes Martins
Num convento dos frades menores na Itália, um virtuoso noviço devoto da Virgem Maria, ocupava se todas as primaveras de colher flores para fazer uma coroa com a qual coroava a imagem de Maria, que mantinha em seu oratório. Porém, assim que tomou o hábito, seu tempo ficou escasso diante dos inúmeros afazeres de um servo consagrado a Deus, de modo que o noviço se via impedido de sair das dependências do convento para qualquer coisa.
Entretanto, na primavera seguinte, a devoção e a veneração do jovem a Nossa Senhora falaram mais alto e ele optou por sair furtivamente do convento para colher as flores e fazer a coroa para a Mãe de Deus. Sendo apanhado no erro por seu mestre, foi repreendido, mas quis ele insistir deliberadamente no dolo, saindo do noviciado para o mesmo fim de outrora: furtar as flores para a coroa de Maria. Novamente apanhado por seu mestre, o noviço foi de modo severo mortificado por conta de sua reincidência.
Acabrunhado pela mortificação, o jovem noviço se viu tentado pelo demônio a abandonar o hábito, visto que no convento não podia dedicar-se verdadeiramente a sua veneração mariana. Antes de despir-se do hábito, no entanto, ele foi até seu oratório, despedir-se de Nossa Senhora. Em sua oração de despedida, queixou-se de seu infortúnio.
A Virgem Maria, compadecida e misericordiosa com o jovem, então, disse a ele que se mantivesse firme a serviço do Senhor e que aprendesse que a obediência agrada mais a Deus que qualquer outro sacrifício. E por este motivo, que ele substituísse a coroa de flores por outra coroa, de orações, que muito agradavam a Mãe do Salvador. Assim, Maria ensinou o jovem a compor uma coroa de sete dezenas de Ave-Marias e com o Pai-Nosso, da seguinte forma: na primeira dezena, contemplaria a alegria da Conceição do Divino Verbo; na segunda dezena, a alegria de uma audaciosa jornada pelas montanhas para visitar sua prima Isabel; na terceira dezena, as felicidades do parto de Nosso Senhor, tendo sido mantida a pureza virginal da Mãe, a quarta dezena, a alegria de receber a visita dos reis magos, prostrados aos pés do Menino Deus; a quinta dezena, o grande prazer que ela teve de achar o menino Jesus no templo, visto que enquanto estava perdido, o coração de Mãe se consumiu em dor; a sexta dezena, a alegria pela ressurreição de Jesus, ao terceiro dia, e a sétima dezena à assunção aos Céus e a coroação de Maria como Rainha dos Anjos e dos homens.
O jovem noviço, apesar de confuso com o pedido da Mãe de Deus, tratou de executar seu pedido, conforme ela o tinha feito. Ficou então ali, de joelhos em suas orações, formando a coroa de Nossa Senhora. O mestre que mais cedo o repreendera, ficou espiando o jovem ajoelhado no oratório diante da Virgem. Percebeu o mestre com atenção, que a cada Ave-Maria que rezava, um anjo colhia de sua boca uma rosa e atava-a a um fio de ouro e quando chegava ao Pai-Nosso, colhia uma açucena e atava-a ao mesmo fio. Observou até o final da oração, quando o anjo finalmente formou com todas as rosas e açucenas uma belíssima grinalda, colocando-a na cabeça do noviço.
Entrou então o mestre ao oratório e a visão desapareceu. Pediu que o rapaz contasse tudo que tinha feito enquanto estivera ali recolhido. O noviço contou o que havia se sucedido e pediu perdão pela falta de humildade em acolher às ordens que lhe haviam sido dadas. Diante do favor de Nossa Senhora, acolheram àquela santa imagem do oratório do noviço, como Nossa Senhora da Coroa e dela, foram feitas outras imagens, com o mesmo título, sendo a devoção muito conhecida na Itália, nos arredores de Verona e em Portugal.
OREMOS:
Ave Maria, Senhora Nossa Mãe, que cuidastes com zelo da vocação daquele pobre noviço, velai por todas as vocações de vossos filhos e filhas ao serviço do Reino. Fazei com que cada vez mais sejam despertadas no seio de nossas comunidades, vocações sacerdotais e religiosas legítimas que aproximem as pessoas de Deus. Tudo isso vos pedimos, em comunhão com Vosso Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém!
REFERÊNCIA:
ADUCCI, Edésia. Maria e Seus Títulos Gloriosos. São Paulo: Ed. Loyola, 2003.

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