1º
Dia, Nossa Senhora, Mãe de Deus. (Theotókos)
Por Deiber Nunes
Martins
O presidente do patriarcado de Constantinopla, Nestório, negava
a divindade de Cristo, ao afirmar que Maria era mãe de Jesus homem, mas não era
a Mãe de Deus. São Cirilo de Alexandria caminhava na direção oposta a do
patriarca, o santo afirmava que Jesus não possuía duas naturezas distintas, mas
uma só, em que sua humanidade e sua divindade se formavam, e assim, Maria é a
Mãe de Deus.
Com a ajuda de São Cirilo, a Igreja estabeleceu com Nestório um
diálogo que culminou com o Concílio de Éfeso, convocado pelo Papa São
Celestino, em 431. Neste concílio, surgiu o primeiro dogma da Igreja Católica,
que afirma ser Maria, a Mãe de Deus (Theotokos).
Tão logo o povo tomou conhecimento da resolução final do
Concílio, proclamou em alta voz: “Santa
Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora de nossa morte.”
Formava-se ali, proferida pelo povo, o complemento da oração do Anjo Gabriel, a
Ave Maria.
No entanto, a devoção a Nossa Senhora Mãe de Deus é mais antiga
que o Concílio, uma vez que as comunidades cristãs já celebravam Maria como a
Mãe de Nosso Senhor. É a primeira festa mariana da Igreja do ocidente.
A festa da Mãe de Deus é comemorada no primeiro dia do ano. Este
dia é Dia Santo de Guarda, dia de irmos à Igreja celebrar. E celebramos em
homenagem à Virgem Maria que por meio de seu fiat (faça-se) tornou-se a Mãe de Nosso Deus.
Não crer nesta verdade é questionar a divindade de Jesus. Ele é
Deus, a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade. O Concílio Vaticano II, por meio
da Constituição Dogmática Lumen Gentium, ratificou este dogma. A imagem da Mãe
de Deus é representada pela figura de Maria em pé, segurando o Menino Jesus. Em
outras imagens, Maria aparece ao lado de São José, ajoelhados, adorando o recém
nascido.
Em Portugal, esta devoção teve sua origem no reinado de Dom João
II, no século XV, por iniciativa de sua esposa, a rainha Leonor. No Brasil, a
devoção a Theotókos chegou quando o país ainda era colônia de Portugal e logo
se instalou nas igrejas e capelas construídas em Pernambuco e na Bahia.
OREMOS:
Maria, nós cremos que és a Mãe do Nosso Deus. Queremos assim, em
desagravo a tantas ofensas sofridas por conta daqueles que não creem na vossa
maternidade divina, prestarmos sempre reverência e veneração pelo vosso sim a
Deus e por conduzires em teu ventre, Jesus Salvador. Que a humanidade
compreenda cada vez mais o teu gesto e perceba o valor de vossa maternidade.
Que saibamos acolher-te em nossos lares, em nossas vidas, em nossos corações. Que
sempre tenhamos a certeza de que se Deus quis vir ao mundo por meio de Ti,
também por meio de Ti, oh Mãe, devemos ir a Deus. Amém!
Nossa Senhora, Mãe de Deus, rogai por nós!
REFERÊNCIAS:
ALVES, Aparecida Matilde. Maria de Todos os Povos – Um Mês com
Nossa Senhora. São Paulo, Ed. Paulinas, 2013.
BERALDI, Pe. Roque Vicente. 101 Títulos de Nossa Senhora na
Devoção Popular. São Paulo: Ed. Ave Maria, 2012.
BISINOTO, Pe. Eugênio. Conheça os Títulos de Nossa Senhora.
Aparecida, SP: Ed. Santuário, 2010.
ZANON, Frei Darlei. Nossa Senhora de Todos os Nomes: Orações e
História de 260 Títulos Marianos. São Paulo: Ed. Paulus, 2014.
Site Cruz Terra Santa – Santos e Ícones Católicos – História de
Nossa Senhora Mãe de Deus, disponível em https://cruzterrasanta.com.br/historia-de-nossa-senhora-mae-de-deus/502/102/#c
último acesso em 28/12/2018 às 13h10min.

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